Os perigos da alienação parental
Enviada em 10/05/2020
O conceito de alienação parental já era utilizado na década de 1980 pelo psiquiatra alemão Richard Gardner. Para Gardner, a alienação parental trata-se de um processo que consiste em programar uma criança para que odeie um de seus genitores, de modo a causar o repúdio da criança. Essa interação tóxica, irá prejudicar não só o relacionamento entre um dos genitores com a criança, como também pode afetar o psicológico do jovem.
Primordialmente, vale ressaltar que os pais são a primeira referência de seus filhos e a influência deles é de extrema importância. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, os impactos à saúde mental e física da criança baseiam-se em um medo constante que afeta o comportamento do filho, e que podem acarretar em problemas como a depressão infantil, ansiedade, dificuldade escolar, fazendo com que o seu rendimento caia, ter sua autoestima comprometida e, como os pais são a base de todo o desenvolvimento, muitas vezes, vistos como espelhos para seus filhos, a criança que está sofrendo a alienação parental pode acabar crescendo e se tornando uma pessoa agressiva, com um comportamento possessivo e manipulador, segundo aponta publicação de uma matéria do site “G1”.
A esse respeito, embora a Constituição Cidadã de 1988 assegure em seu estatuto burocrático a proteção à infância e à adolescência, ainda não há leis definidas que condenem os casos de alienação parental. Uma vez que os direitos constitucionais são coibidos, e há uma tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, algo deve ser feito à respeito. De acordo com a Organização Mundial da Saúde a depressão será até 2030 a doença mais comum do mundo.
Portanto, fica evidente que a alienação parental é responsável por diversos distúrbios psicológicos e precisa de intervenções. Em vista disso, o Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, se faz necessário a ratificação da lei de alienação parental de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil. Por fim, as universidades precisam criar campanhas e palestras públicas, com ajuda de pedagogos e psicólogos especializados, para que, enfim, os impactos à saúde juvenil se reduza e o relacionamento familiar seja o melhor possível.