Os perigos da alienação parental
Enviada em 11/05/2020
Na novela “Fina Estampa”, a mãe de Pedro Jorge faleceu em seu parto e seu pai, sete anos depois, em um acidente de carro, e a guarda de Pedro vira uma grande disputa entre os avós maternos, que não economizam em falar mal da tia que também pretende obter a guarda do menino. No entanto, a alienação parental retratada na novela é uma realidade no cotidiano de várias famílias brasileiras, atraindo consequências amargas às crianças que estão sendo “disputadas”, como problemas psíquicos.
A priori, casais que tiveram filhos e se divorciaram por motivos como adultério e decepções amorosas, tem altas chances de serem responsáveis por alienação parental, isto é, batalhar pela guarda do filho, em que é válido falar mal um do outro para a criança, advento das frustrações entre o casal, xingar e até mesmo ameaçar o ex parceiro. Consoante a psicóloga Simone Oliani, há uma guerra de desqualificação e o grande prejudicado sempre são os filhos que estão em meio disso tudo, que terão de carregar esse abuso por muito tempo, pois, de acordo com o psiquiatra Richard Gardner, o desprezo parental é um tipo de abuso, um dos mais severos na contemporaneidade.
Segundo o sociólogo William James, o ser humano pode mudar sua vida, alterando sua atitude mental, ou seja, é de grande relevância que os pais entendam a importância da união entre eles para o desenvolvimento dos filhos, mesmo com a separação dos cônjuges, porque com as ameaças e discussões, as consequências vão desde o surgimento da ansiedade até o suicídio, como também o rendimento escolar afetado, consideravelmente. Ademais, a angústia acompanha a caminhada da criança e isso sucede o comprometimento da saúde mental, conforme Oliani.
Portanto, o Ministério da Educação, adjunto a pedagogos das escolas, deverá acompanhar ,estreitamente, crianças que estejam passando por divórcios dos pais, já que afeta o psíquico e a produtividade escolar, por meio de conversas individuais com cada membro e coletivo entre todos, mostrando casos em que há alienação parental e os distúrbios causados, a fim de mostrar a dimensão positiva em que a união proporciona em prol da qualidade de vida melhor para os filhos que precisa lidar com essa circunstância tão árdua.