Os perigos da alienação parental
Enviada em 12/05/2020
Na contemporaneidade, não é difícil encontrar casos de alienação parental, em que um dos pais tenta incentivar o filho a repudiar o outro progenitor. Isso se trata de um conflito familiar com o fim de interesse ter a criança ou adolescente. Entretanto, essa desavença entre os genitores não vai causar estresse apenas nestes, afetará também o infanto-juvenil, trazendo perigos ao psicológico e na formação do comportamento desse.
Ademais, a alienação parental trás prejuízo no comportamento do filho, tendo em vista que com o conflito entre os pais faz com que a autoestima decaia, o rendimento escolar se comprometa e, como os pais são espelhos para a criança ou adolescente, podem reproduzir o comportamento de possessão e manipulação, gerando um ciclo. De acordo com o G1, a alienação parental trás dificuldades de vinculo, isolamento, depressão e alguns transtornos que vão afetar a vida toda do filho que sofre desse mal. Isso reafirma que a alienação parental é perigosa e, certamente, deve haver medidas para que ela não aconteça.
A princípio, é válido ressaltar que um dos principais perigos da temática se deve ao fato da falta de uma punição específica para esse tipo de prática no Brasil. A esse respeito, embora a Constituição Cidadã de 1988 assegure em seu estatuto burocrático a proteção à infância e à adolescência, ainda não há leis definidas que condenem os casos de alienação parental. Isso faz com que esse tipo de conduta se torne recorrente em vários lares. Essa situação para o psiquiatra Augusto Cury pode gerar instabilidade no desenvolvimento pessoal e no convívio social da criança, uma vez que o atrito parental
contribui para o isolamento do indivíduo, o que configura um sério perigo à sua vivência.
Diante desse cenário, portanto, são necessárias medidas para redução de danos e, se possível for, extinguir essa prática perversa. Nesse contexto, os conselhos tutelares, bem como a sociedade civil organizada, deverão através de campanhas educacionais conscientizar os adultos para os perigos da alienação parental. Afinal de contas, com um ambiente familiar mais salutar, não apenas o núcleo familiar a qual o jovem pertence, como também toda a população será profundamente beneficiada em suas relações parentais e interpessoais de forma ampla e eficaz.
Diante desse cenário, portanto, são necessárias medidas para redução de danos e, se possível for, extinguir essa prática perversa. Nesse contexto, os conselhos tutelares, bem como a sociedade civil organizada, deverão através de campanhas educacionais conscientizar os adultos para os perigos da alienação parental. Afinal de contas, com um ambiente familiar mais salutar, não apenas o núcleo familiar a qual o jovem pertence, como também toda a população será profundamente beneficiada em suas relações parentais e interpessoais de forma ampla e eficaz.