Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/05/2020
Consoante o Estatuto da Criança e do Adolescente, é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas.Entretanto, ao analisar o dilema da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos corroboram a urgência de medidas interventoras. Já que querem controlar tudo em volta de seus filhos, incluindo perigos, mas os que causam mais danos são eles mesmos, prejudicando tanto o emocional, quanto o psicológico do menor.
A princípio, cabe pontuar que, de acordo com o psiquiatra infantil Richard Gardner, a alienação parental surge quando um dos genitores dá início a uma série de difamações direcionadas ao outro ante à criança, o que, por conseguinte, molda o seu comportamento.Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.
Além disso, convém frisar que a manutenção desse revés promove inúmeras consequências aos indivíduos afetados e às famílias, haja vista que danos à saúde mental – tais como crises de ansiedade – e o rompimento de laços familiares são inerentes a essa problemática. Comprova-se isso ao se analisar o documentário brasileiro “A morte inventada”, o qual exterioriza relatos de vítimas da alienação parental e revela os impactos intrínsecos a essa prática que ratificam, em muitos casos, a incidência de enfermidades mentais e do fim de vínculos parentais. Dessa forma, depreende-se que existe a indispensabilidade de se suprimir tal conjuntura responsável por impactos nocivos à base da sociedade.
Portanto,fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, por meio de uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias a fim de restaurar a integridade juvenil, uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais.