Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/05/2020
Considera-se alienação parental o ato de manipulação da criança ou do adolescente, induzida por um dos genitores, a fim de colocar o filho contra uma das partes. Certa interferência psicológica pode causar consequências para o jovem, tais como a culpa, ansiedade, depressão infantil etc. Dito isso, é importante destacar os perigos desse feito, visto como ele afeta a vida da criança.
De acordo com psicólogos, a separação conjugal mal conduzida prejudica a saúde psíquica do filho, uma vez que este acaba por sofrer por conta da postura adotada pelos pais, além de se sentir perdido no meio da discórdia. Esse cenário pode ser observado, por exemplo, no filme “Histórias de um Casamento”, no qual um casal se divorcia e usa o filho para frustar e ferir um ao outro. O longa ainda apresenta uma cena em que o menino é puxado por ambos, sem saber com quem ir.
Outrossim, a alienação parental causa traumas e o rompimento do elo entre a criança e o genitor. Estes são casos retratados no documentário “A morte inventada”, que apresenta uma jovem que passou 11 anos sem conviver com o pai, por se sentir obrigada a se aliar à genitora para agredi-lo. Ademais, o drama relata uma situação em que a mãe só pôde dar um beijo no rosto do filho quando este tinha 18 anos, em virtude do afastamento imposto pelo ex-esposo.
Portanto, convém que o Estado determine a necessidade de um assistente social para cada guarda compartilhada, a fim de fiscalizar os atos de manipulação citados acima e examinar se o convívio é feito de forma democrática e recíproca, de modo que mantenha a proximidade entre pais e filhos e minimize ao máximo a distância após a separação. Além disso, é importante que, quando se sentir desconfortável, a criança recorra à meios judiciais que estipulam meios para punir a prática de alienação parental.