Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/05/2020

A família tem grande influência na vida da criança, e também é responsável por garantir a base para construção do indivíduo, uma vez que é apresentado a criança valores e princípios desenvolvendo fatores que permite que a criança faça parte de um grupo, com ideais, valores e princípios sociais e morais. Sendo assim, a alienação parental é como a programação de uma criança por um dos genitores, para que passe a enxergar e idealizar o outro genitor de maneira negativa, nutrindo sentimentos de ódio por ele. Então, a separação vem sendo mais comum e com isso o indivíduo está sujeito a situações ruins que podem atrapalhar no desenvolvimento social e psicológico.

Em primeiro lugar, a alienação parental pode prejudicar a criança em diversas situações. Uma vez que o alienador procura o tempo todo monitorar o sentimento da criança a fim de desmoralizar a imagem do outro genitor. Tal situação faz com que a criança acabe se afastando do progenitor alienado por acreditar no que lhe está sendo dito, e cresce com sentimento de insegurança, duvidando do amor do pai. Então, faz com que um vínculo afetivo seja destruído, como no filme História de Um Casamento que inconscientemente algumas permissividades e vínculos exagerados da mãe, acabam afastando a criança emocionalmente do pai.

Ademais, embora a separação tem se tornado mais comum no Brasil, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) as taxas de divórcio subiram 45,6% de 2010 para 2011. Algumas vezes a situação pode trazer complicações para o bem-estar dos filhos, principalmente de acordo com a reação dos pais à situação. Acarreta nas crianças muitos problemas, entre eles estão as dificuldades cognitivas, afetivas, interpessoais e intrapessoais. A depressão infantil segundo a Organização Mundial da Saúde gira em torno de 1 a 3% da população entre 0 a 17 anos.

Portanto, diante do exposto, ainda que seja realizado apoio a as crianças com pais separados algumas iniciativas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação estimular a mudança dentro das escolas, por meio de palestras e campanhas com psicólogos profissionais, dando oportunidade para jovens e crianças terem mais liberdade para conversar sobre isso com os pais, a separação deve ocorrer de forma saudável para que não exista prejudicados. Dessa forma, o país se tornará mais plural e justo.