Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/05/2020

O Estatuto da Criança e do Adolescente, é resguardado a todos as pessoas que ainda não atingiram 18 anos. Entretanto, ao analisar o dilema da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos corroboram a urgência de medidas interventoras no contexto brasileiro atual.

Nesse viés, segundo o filósofo racionalista Immanuel Kant, as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico. Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral.

Ademais, convém ressaltar a dominação e seus efeitos sobre as crianças e os adolescentes. Para o pensador Michel Foucault as relações humanas são estabelecidas pela coerção minimalista de agentes diários que não representam grandes entidades sociais. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico das pessoas indefesas, uma vez que os direitos constitucionais são corrompidos, e há uma tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil.