Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/05/2020
Convém lembrar que a alienação parental é o processo de manipulação psicológica de uma criança por alguém da família em mostrar desrespeito, medo ou hostilidade injustificados em relação ao pai ou mãe e/ou a outros membros da família. Esse fato tem se tornado presente em vários lares, o que representa um grave problema para o desenvolvimento mental e físico da vítima. Logo, é necessária uma reflexão crítica sobre o tema.
De certo, na alienação parental, quem sofre mais são as crianças entre 7 á 14 anos e se faz necessário medidas de ratificação da lei de alienação parental para que haja o mínimo de desgaste a criança ou ao adolescente.Sendo assim, uma das ameaças que a alienação parental pode trazer à criança ou ao adolescente são consequências psicológicas como depressão, síndrome do pensamento acelerado e síndrome do pânico, uma vez que o infanto-juvenil é pressionado a ficar ao lado de um dos pais, pois irá mexer com as emoções do filho, gerando confusão e raiva a esse.
Observa-se que, conforme o IBGE, nos anos de 2016, a cada três casamentos um termina em divórcio, visto que, os processos judiciais de guarda compartilhada aumentaram 13,4% em 3 anos. Logo, nota-se que a preocupação com o menor também aumentou. Somado a isso, em âmbito jurídico, a lei 13.431/2017 prevê punição ao autor de alienação parental, coibindo, assim, a manipulação infantil com interesse de prejudicar as partes interessadas no litígio. Todavia, somente na Bahia, de acordo com o TJ-BA, em 2017, de 13.827 separações apenas 3,14% tiveram acordo de guarda compartilhada, privando a convivência total entre pais e filhos e o prazer dos benefícios dela.
Com base nos fatos apresentados, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e exige de intervenções no país. À vista disso, o Ministério da Justiça deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil. Por fim, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de psicólogos e pedagogos especializados, para que, assim, a responsabilização social erradique esse modelo no Brasil.