Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/05/2020

A alienação parental é um tema que, querendo ou não, mexe muito com os filhos. Isso porque quando o casal não se dá muito bem, não é raro uma das partes usar os filhos como intermediários do que não está resolvido emocionalmente e, no meio das atitudes maldosas de adultos, os pequenos são os que mais sofrem. O comportamento e as consequências causadas nas crianças podem vir a curto, médio ou longo prazo.

A partir do momento em que a manipulação começa a ser mais intensa, a criança reage de alguma forma e, no início do processo, a dúvida e a desorientação são as primeiras a se manifestar. Com isso, os responsáveis começam a implantar na cabeça do jovem um certo desgosto com seu ex companheiro, dessa forma fazendo com que o filho muitas vezes queira o afastamento do mesmo e com isso podem vir diversos outros problemas. Além disso, a criança tem tanto o pai como a mãe como referências e é muito complicado, principalmente para os mais novos, quebrar uma referência por motivos que nem entendem direito.

Então começam a aparecer os sintomas da Síndrome da Alienação Parental e junto com ela vem a queda de autoestima, o aumento da agressividade, de tristeza e até mesmo o rendimento na escola começa a ser afetado, podendo colocar o jovem em depressão, desenvolver ansiedade e síndrome de pânico. Nisso, para tentar esquecer os problemas, esses jovens podem acabar recorrendo a outros meios de saída além de psicólogos e partem para bebidas, drogas e diversos outros tipos de distração, em uma tentativa de aliviar a culpa e a dor que sentem pelo mal-estar entre os pais.

Logo, segundo a Lei 12.318, aprovada em 26 de agosto de 2010, a alienação parental é crime a partir do momento em que interfere na formação psicológica da criança ou do adolescente e pode se dar de diversas maneiras, como proibir de que o pai ou a mãe veja a criança, dificultar visitas, entre outros.

Assim, os casais devem ter maior consciência em suas atitudes e devem começar a pensar mais nas crianças e no futuro delas, se controlando e resolvendo seus problemas pessoais sem envolver os jovens e, dessa forma, evitar maiores consequências e problemas tanto para eles quanto para o próprio filho.