Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/05/2020

Alienação parental é a programação de uma criança por um dos genitores, para que passe a enxergar e idealizar o outro genitor de maneira negativa, nutrindo, a partir de então, sentimentos de ódio e rejeição por ele, e manifestando tais sentimentos. A pratica do ato de alienação parental fere o direito fundamental da criança ou do adolescente de uma convivência familiar saudável e revela-se como um problema, pois pode trazer graves problemas psicológicos à vitima.

No filme “O Vencedor” o personagem de Mark Wahlberg quer ver sua filha e passar mais tempo com ela, mas é impedido pela alienação parental provocada pela ex-companheira. Esta relação, com Mark Wahlberg e sua filha, é mais comum do que vocês imaginam, já que, de acordo com o site do MPPR ( Ministério Público do Paraná ) 80% dos filhos de pais divorciados já sofreram algum tipo de alienação parental. Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens.

Por consequência de tal alienação, o desenvolvimento da personalidade da vítima pode ser alterado, tendo dificuldade no processo de identidade de gênero, identificação sexual, isto sem falar do sentimento de culpa, que além do desconforto que causa a qualquer pessoa, pode desencadear muitos problemas como depressão, fobias, transtornos de ansiedade, escolares, dificuldades de socialização, manifestações psicossomáticas dentre outros. Futuramente, na adolescência ou na idade adulta pode causar problemas sexuais, dificuldades de estabelecer vínculos afetivos saudáveis, uso de drogas, depressão etc.

Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Em vista disso, as prefeituras junto com as universidades, devem fazer um trabalho de conscientização dos pais sobre o que está acontecendo, e das possíveis consequências para os filhos, por meio de campanhas e palestras publicas, através de auxílios de pedagogos e psicólogos especializados. Por fim, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil