Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/05/2020

Sabe-se que a família é a responsável por garantir a base para a construção do indivíduo na sociedade, uma vez que apresenta a criança valores e princípios desenvolvendo fatores que permitam que as crianças façam parte de um grupo, com ideais, valores e princípios sociais e morais. Ou seja, a família é responsável por garantir os princípios básicos de um cidadão. Porém, tem-se conhecimento de que as famílias vêm sofrendo uma época de relacionamentos conturbados, e são cada vez mais comuns as separações conjugais, nesse cenário, revelam-se situações difíceis para os indivíduos, uma vez que os ideais das crianças são divididos, prejudicando assim o desenvolvimento social da criança.

A Alienação Parental é dada, de acordo com a lei 13.431/2017 artigo 4, II, b, uma vez que o ato da alienação parental, que consiste na manipulação psicológica ou na interferência desenvolvimento social e psicológico da criança, incentivado pelo genitor ou por parte do responsável, que leva a um desentendimento ou que prejudique a relação entre outro genitor ou responsável. Sendo considerado um ato de violência psicológica por parte do responsável que incentiva esse ato, sendo, portanto, considerado um crime.

Existem diversos problemas na alienação parental, entre eles tem-se o desentendimento entre os familiares, que em casos de separação conjugal, pode acabar afetando negativamente as relações entre os familiares dificultando uma convivência saudável. Além disso, a alienação parental pode causar danos psicológicos às crianças, desde traumas, como a separação dos pais e a ausência de incentivos, até doenças por conta da separação, como o desenvolvimento da depressão, por conta da separação dos pais e por se tornar um “motivo” para discussão dos pais para uma disputa de quem ficará com a guarda da criança.

Pode-se concluir, que a Alienação parental, dentre outras coisas, viola os direitos dos menores de idade, afetando seu psicológico e em suas decisões, além de afetar sua convivência familiar, sendo considerado então um ato de violência psicológica. Porém, existem maneiras de evitar desentendimentos, como um conselho para casais mais novos, como o ECC, Encontro de Casais com Cristo, praticado pela igreja católica, para a orientação na vida matrimonial de novos casais, com uma organização similar para instruir a novos casais para evitar conflitos futuros e para resolver conflitos já existentes sem prejudicar a saúde da criança e sem pôr em risco a estabilidade da família, evitando assim a alienação parental e o desentendimento familiar.