Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/05/2020

Por ofertar suas primeiras relações com a sociedade, a escola é de grande importância para uma criança. Porém, dificultando a efetivação desses vínculos, os desentendimentos em casa afetam diretamente a capacidade do jovem em desenvolver laços em sua instituição de ensino. Dentre os problemas familiares, a alienação parental ganha destaque como um dos abusos que mais pode perturbar a vida de um estudante no âmbito domiciliar.

O ato de alienar gera grande desconforto na relação entre pais e filhos, já que as crianças  são manipuladas a enfraquecer o vínculo com um de seus genitores. Jovens que desde cedo lidam com a separação não amigável de seus parentes, estiveram fortemente expostos a sofrer da Síndrome da Alienação Parental (SAP), que deixa vestígios do abuso sofrido para toda a vida. Além dessas marcas, consequências emocionais e comportamentais podem ser ligadas a essa síndrome, tais como a ansiedade, o sentimento de culpa, nervosismo, isolamento, entre outros. Falsas alegações dão início a um processo de desmoralização do ex-cônjuge, assim como a destruição de uma imagem que o filho possuía sobre ele.

Além do mais, é inegável o fato de que tais fenômenos afetam não só a relação de afeição com o genitor, mas também a sua esfera acadêmica e os vínculos com professores e colegas. Tendo em vista que os valores, crenças e normas são adquiridas em casa, a instabilidade familiar tem como resultado a enorme dificuldade em manter-se consistente no que se refere à escola.

Portanto, a Secretaria Especial de Comunicação deve investir em propagandas com o intuito de promover as diversas opções que os pais possuem para resolver pacificamente os conflitos gerados após sua separação. Um dos projetos que deve ser exaltado é a oficina Pais e Filhos, promovida pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc), o qual tem como objetivo definir o conceito do divórcio, englobando não só os genitores, mas também seus filhos. Só então será possível garantir que grande parte das famílias, mesmo separadas, se respeitem e tenham suas crianças como principal preocupação.