Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/05/2020

Alienação parental basicamente é uma interferência psicológica sofrida pela criança ou adolescente, por parte de um de seus genitores contra membro da família que também esteja responsável pela sua guarda, com o objetivo de criar sentimentos negativos na criança em relação a seu responsável. Entretanto, o crescente número desses entremetimentos preocupam cada vez mais, pois causam muitos malefícios psicológicos ao menor.

O número de casos dessas ações vem aumentando muito com o passar dos anos, em 2017 dobraram o número de processos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Foram 1042 casos, contra 564 em 2016, somando todas as comarcas do estado. Apenas na cidade de Belo Horizonte, os casos aumentaram de 110 para 222. Esses dados mostram que apesar de as punições serem severas, a ponto de chegar até a prisão do infrator, muitos responsáveis continuam praticando crimes desse tipo. Com isso, as doenças psíquicas ocasionadas em crianças aumentam gradativamente.

Além disso, a prática de alienação parental pode causar diversos problemas psicológicos, entre eles, o principal é a Síndrome da Alienação Parental. Essa síndrome é um distúrbio da infância caracterizado pela doutrinação do menor, alienando-o de um dos seus progenitores. Com isso, outros distúrbios de natureza psicológica podem ser desenvolvidos, tais como depressão, falta de atenção, ansiedade e pânico. Assim então, prejudicando o regular desenvolvimento e comprometendo o futuro da criança e do adolescente.

Dito isso o Governo juntamente com o Conselho Tutelar deve organizar campanhas para conscientizar os pais de que esses atos de intervenção são extremamente prejudiciais a seus filhos. Por meio de palestras divulgadas nas redes sociais, já que é um meio amplamente utilizado. Com isso espera-se que os casos de alheação por parte dos pais diminuam consideravelmente, e assim, diminuindo os casos de problemas psicológicos.