Os perigos da alienação parental

Enviada em 18/06/2020

O filósofo italiano Tommaso Campanella, em sua obra Cidade do Sol, idealiza uma cidade metodicamente ordeira e feliz, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na atualidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que os perigos da alienação parental apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos seus planos. Logo, esse cenário contrário é fruto tanto da falta de educação, quanto de problemas financeiros. Diante disso, é de fundamental importância a discussão sobre essas questões, de modo a ter uma sociedade melhor.

Em primeiro plano, é fato que a ausência de acompanhamento na falta de educação leva ao aumento considerado deste crime que é influenciar ou impor aos seus filhos, tomadas de decisões inadequadas, o qual se caracteriza também como uma injustiça, confirmando assim a máxima de Montesquieu “a injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”. Desse modo, tem-se como consequência a generalização do problema e a proliferação do sentimento do abandono e exclusão.

Além disso, é perceptível que o poder público falha ao cumprir o seu papel enquanto garantidor de direitos, o que favorece para o agrave dos problemas financeiros. Embora, segundo a constituição, em seu artigo 5º, traz o direito à igualdade, o que gera uma grande incoerência com a realidade, pois as famílias mais pobres, dessa forma, não têm acesso a coisas básicas como exemplo: conhecimento de leis ou terapia psicológica, o que resulta na falta de acesso a esses conhecimentos e com isso ajudando a alienação parental. Assim, é preciso uma intervenção para que haja o alcance da restruturação dessas famílias.

Portanto, medidas praticáveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessa maneira, com o intuito de mitigar a alienação parental, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do ministério da educação, será revertido em programas de combate e apoio as famílias com esse problema, através de cartilhas, propagandas ou debates em sala de aula o que ajudará a uma maior compreensão dos envolvidos nessa problemática. Desse modo, diminuirá, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos perigos da alienação parental, e a coletividade chegará mais próximo da Utopia de Campanella.