Os perigos da alienação parental
Enviada em 13/07/2020
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, são estabelecidos a todos os jovens os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Todavia, ao analisar o dilema da alienação parental e a crise ética da instituição familiar, vê-se uma contradição ao que é determinado pela lei, uma vez que a dominação persuasiva, feita por um dos progenitores, pode afetar a saúde psíquica de seu descendente.
Em primeira análise, segundo o Mito da Caverna, teoria escrita por Platão, o indivíduo dominado vê o mundo de forma distorcida e ilusória, possuindo somente como referências as sombras que são projetadas na parede da caverna. Nessa lógica , de forma análoga a essa alegoria, o jovem que sofre com alienação parental formará um pensamento crítico sobre um de seus pais conforme o ponto de vista do outro, desse modo , sendo vítima de manipulação. Cenário esse que ocorre ,muitas vezes, devido ao divórcio, o qual pode causar mágoas ,induzindo, dessa forma, um dos progenitores a persuadir o filho para que ele tenha uma imagem corrompida do outro.
Consequentemente, conforme John Locke, todo ser humano nasce como uma " folha em branco", a qual é preenchida com o conhecimento adquirido pelo contato externo. Diante disso, o comportamento e o psicológico de um indivíduo se constrói de acordo com sua interação com meio. Nesse contexto, a alienação parental contribui para o surgimento de distúrbios psíquicos em jovens que são afetados por essa manipulação, haja vista que crescem em um ambiente conturbado com a presença de dominações , distorções e mágoas. Nessa conjuntura , prejudicando, também, a formação ética e moral do jovem, visto que as ações comportamentais de seus genitores influenciam na construção de seus ideais.
Portanto , torna -se imprescindível a necessidade de mudar essa realidade brasileira. Nesse viés , o Governo Federal deve ,por meio da liberação de verbas ,visando garantir a presença da ética nas instituições familiares , proporcionar à sociedade acompanhamento psicológico após um divórcio ,a fim de assegurar o bem- estar dos indivíduos envolvidos e , assim, evitar que haja a alienação parental ,a qual é realizada em virtude do ressentimento advindo do término de um relacionamento. Ademais ,é preciso que o Ministério da Educação ,por intermédio de aulas específicas feitas por psicólogos e terapeutas , crie um projeto de amparo ao jovem que proporcione-o interações com profissionais da área da saúde mental e ,nesse espectro, auxiliando-o para que seja saudável mentalmente. Sob essa perspectiva, preservando os direitos que são estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.