Os perigos da alienação parental
Enviada em 21/06/2020
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Entretanto, com o preceito da alienação parental, em que um dos pais tenta coagir o filho a repelir o outro genitor, pode acarretar sérios perigos ao psicológico e à formação do comportamento das crianças e adolescentes. Sendo assim, é necessário que subterfúgios sejam encontrados afim de resolver esse quadro deletério.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a alienação parental deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Consoante o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido a falta de atuação das autoridades, no acompanhamento psicológico de pais que passam por separação. Em consequência disso, os pais usam às crianças como armas e escudos em relacionamentos com términos conturbados, o que leva ao surgimento de problemas psicológicos graves na criança, em exemplo, a depressão pelo sentimento de culpa ou a aversão por um dos genitores. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura Estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ausência dos pais na vida escolar dos filhos como promotor do problema. Em decorrência desse pressuposto, a gestão escolar não tem como saber se o infanto-juvenil desenvolve algum tipo transtorno ou problema psicológico referente a instabilidade presenciada pelos pais. Sendo que a criança, muitas vezes, é manipulada por um dos genitores, que resulta em sequelas graves como o caso da Síndrome da Alienação Parental (SAP) que, segundo o psiquiatra estadunidense Richard A. Gardner, é um distúrbio infantil que acometeria crianças e adolescentes envolvidos em situações de disputa de guarda entre os pais.
Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, e que haja o incentivo aos pais que estejam em processo de separação, a realizarem acompanhamento psicológico, por meio de consultas semestrais, para que se possam orientá-los e acompanhá-los quanto as atitudes com seus filhos. Dessa forma, o Brasil poderia superar os impactos causados pela alienação parental.