Os perigos da alienação parental
Enviada em 09/06/2020
Irresponsabilidade Parental
A lei 12.318 entrou em vigor apenas em 2010 para que em caso de divórcio, o vínculo afetivo entre um dos genitores não seja sabotado por avós, outro pai ou tio, uma nova lei para um velho problema. A advogada Amanda Piffer diz: “considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovido, ou induzida por um dos genitores”. Desse modo, tal situação piora a cada ano no Brasil e no mundo, por má conduta dos advogados sem estrutura para lidar com problemas profundos e irresponsabilidade dos progenitores.
A partir de uma entrevista para o site bebe. abril, a psicóloga clínica Rosa Schneider e a psicanalista Cristiane Maluf, destacam que não existe idade específica para a alienação parental acontecer, mas, o comportamento em cada época é diferente. Elas acreditam que entre quatro e cinco anos é o ponto inicial para os descendentes serem coagidos, “Antes disso, ela se enxerga como o centro do universo e não assimila nenhuma briga”, diz Rosa.
É evidente que a causa principal desta circunstância é a separação não amigável dos pais, que por vingança ou ciúmes influenciam seus filhos negativamente sobre o outro responsável. Por conseguinte, a criança se culpa pela situação gerando diversos transtornos psicológicos, a curto prazo o jovem pode expandir sentimentos de insegurança, e agressividade. O médio prazo pode desenvolver depressão e ansiedade. Ainda sim, os efeitos podem continuar por toda vida, dependência a drogas e álcool, e dificuldade maior em ter relacionamentos afetivos estáveis e felizes são algumas das possíveis consequências.
De acordo com uma pesquisa de IBGE, os números de divórcios aumentaram em mais de 160% em 10 anos, o que faz com que mais de 20 milhões de crianças já tenham sofrido ou sofrem de alienação parental, com um aumento de 5,5% em processos judiciais decorrentes dessa causa.
Portanto, o progenitor alienado pode indagar o Conselho Tutelar da cidade em que mora e contatar um advogado competente e capaz de lidar com problemas complexos como esse. Contudo, é necessária uma ação do Ministério da Justiça que deve melhorar a aplicabilidade das leis e inspeções dessa manipulação familiar, de modo a estabelecer parcerias com o Mistério da Educação para auxiliar as crianças em idade escolar a identificar a alienação, e interferir desde cedo, para evitar situações desconfortáveis e sequelas permanentes.