Os perigos da alienação parental
Enviada em 08/06/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos proteção e bem estar social. No entanto, a incidência dessa violência psicológica e emocional em crianças e adolescentes traz sérios problemas no âmbito estrutural das famílias. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura dos pais ou responsáveis para nossa infância e juventude.
Pôde-se observar, com o aumento dos divórcios, que crianças passaram a sofrer chantagens emocionais e abusos psicológicos por parte de um dos seus genitores para tomar partido e se colocar contra a outra parte. De acordo com o IBGE, o número de separações, em 10 anos, aumentou 161%. Diante do exposto, o bem estar dos pequenos foi afetado criando problemas devastadores como ansiedade, depressão infantil, agressividade, medo e dificuldade de aprendizado.
É indispensável, ainda, salientar que além dos abusos psicológicos, podemos considerar um dos mais graves abusos que é o sexual por parte, em sua grande maioria, dos pais, tios ou avôs. Essas violências deixam marcas por toda uma vida, deixando-os mais suscetíveis ao envolvimento com drogas e suicídios. Diante do exposto, foi criado a Lei 12.380/2010 para proteção desses inocentes, que prever punições para quem comete a Alienação Parental ou qualquer outra conduta que dificulte a convivência da criança ou do adolescente com um dos seus genitores.
Em virtude dos fatos mencionados, é de suma importância que o Poder Judiciário tenha apoio de Psicólogos e Terapeutas, através de análise psicológica e comportamental com a criança ou adolescente, que consiga identificar se está ocorrendo os abusos. Ações rápidas e medidas urgentes são fundamentais para evitar os traumas causados por esta Alienação. Proteger os filhos dos conflitos advindos da separação e não envolvê-los em disputas e desafetos é fundamental para a saúde psíquica deles. Os pais devem ser figuras de apoio, confiança e carinho.