Os perigos da alienação parental
Enviada em 09/06/2020
Os Perigos da Alienação Parental
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é evidente a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade, os direitos fundamentais de respeito à juventude sem interferência dos pais. Portanto, ao analisar o dilema de alienação parental no Brasil, jovens e crianças necessitam de medidas urgentes, intervindo na situação atual dos brasileiros. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, cerca de 618.363 mil crianças e adolescentes (faixa etária de 0 a 17 anos) possuem os pais separados.
Em primeiro plano, convém ressaltar que as instituições familiares falham ao aplicar discursos de ódio e difamação gerados pelos pais. Dessa forma, a alienação parental provoca distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens e adolescentes, causando nervosismo, agressividade e depressão. Segundo a psicanalista Giselle Groeninga, Diretora de Relações Interdisciplinares do IBDFAM, explica que, “antes da Lei, as queixas de tentativa de alienação parental se perdiam em meio as disputas pela guarda”.
Ademais, são maioria o número de crianças que não possuem os pais separados. Entre 2003 e 2010, o número de casais divorciados judicialmente com filhos (de 0 a 12 anos) é de 428.326 mil, com base em registros realizados pelo IBGE. A taxa de separação é de 0,5 para cada mil, onde somente 22% possuem filhos maiores de idade.
Portanto, o Ministério da Educação deve promover aulas e apoios psicológicos obrigatórios nas redes de educação. Investir em psicólogos e conversas abertas a respeito da alienação parental, ajudará muitas crianças e adolescentes que enfrentam tal ação sozinhos. Além disso, o Ministério da Justiça deve aprimorar as Leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja mais denúncias e apoio do sistema de ensino.