Os perigos da alienação parental
Enviada em 13/06/2020
A alienação parental é um tema de extrema importância e que deveria ter tratativa diferenciada em todos os meios de comunicação, sobretudo na sociedade, principamente por ser presente em muitas famílias, infelizmente, até mesmo considerado em muitos casos como forma de abuso e fatalmente como crime. É um assunto extremamente relevante, delicado e deveria ter maior foro de discussão para que fosse de alguma forma trabalhado para ser evitado, minimizado e sobretudo desfeito das verdadeiras famílias. Os casais que vivem dentro do sacramento do matrimônio e que criam seus filhos dentro dos preceitos das leis não usam os filhos como uma arma um para com o outro, é inadimissível que os filhos, independentemente da idade, não tenham o direito de ser apenas filhos, que possam crescer e se desenvolver sem a influência negativa de quem os cria de forma incorreta, desumana.
Penso, que a alinenação parental pode ser considerada uma doença, deveria ser tratada por profissionais, e as famílias deveriam procurar recurso, para que exista a oportunidade de cura e quem sabe de recuperação da pessoa, do casal e também de seus filhos. Nitidamente, os prejuizos são irreparáveis, as frustrações e os traumas são certamente evidentes na construção desta educação. Muitos casos de depressão em crianças e adolescentes pode ser consequência desta vivência doentia com seus pais e vimos cada vez maior o número de casos. Na busca da história encontra-se casos desde os primórdios, obviamente que de acordo com o tempo que era vivido, visto que não existiam tantos recursos, tecnologias, sistema de saúde, informação e educação. É considerado alienação parental não somente os pais consanguíneos, mas estende-se aos avós e para quem possa ter a guarda.
Dentro dos direitos da criança e do adolescente está clara que deve-se trabalhar a proteção dos interesses das crianças e adolescentes, para que prevaleça o desenvolvimento das mesmas e os conflitos entre pais e filhos se dissolvam, certamente resultando numa relação muito mais saudável. O assunto tem tamanha relevância que no ano de 2010 já foi reconhecida a Lei da alienação parental e de lá para cá inúmeras discussões estão sendo discorridas em busca de soluções ou diminuição das perdas, juridicamente percebe-se crescer as defesas de proteção e direitos, isso identifica que existe oportunidades no trabalho de conscientização no âmbito das famílias, de forma ampla nas escolas o tema já é tratado abertamente e com conceito na ideologia da educação, sendo um meio de facilitação entre pais e filhos, trabalhado de forma preventiva, reduzindo assim novas incidências e quem sabe abrindo forma de tratar o que já existe.