Os perigos da alienação parental
Enviada em 13/06/2020
No livro “É assim que acaba”, de Collen Houver, é retratado a vida da protagonista, que passa por um relacionamento abusivo e acaba ficando grávida do abusador. Entretanto, quando ela decide se separar, a protagonista não deixa o seu trágico passado com o pai da criança influenciar no relacionamento do pai com a filha. Fora da ficção, isso não acontece nos dias atuais, pois quando muitos relacionamentos conturbados acabam, os filhos podem sofrer com a alienação parental, uma vez que os pais desrespeitam o sistema jurídico e a saúde mental de seus filhos, o que pode gerar inúmeros riscos.
Vale ressaltar, a princípio, que, com o fim da vida conjugal, pais ou parentes tentam influenciar psicologicamente a vítima contra o pai ou a mãe, o que colabora para que a criança não tenha mais afeto por um dos pais. Diante disso, percebe-se que essas pessoas manipuladoras negligenciam o direito de família, o qual o genitor prejudicado pode recorrer a justiça para evitar que isso piore cada vez mais, já que muitas pessoas não conhecem esse direito. Além disso, os próprios alienadores não percebem que os mais prejudicados são os filhos, pois sofrem diversos danos psicológicos. Sobre isso, pode-se comparar com o conceito de cegueira moral de Émile Durkheim, o qual o indivíduo não quer enxergar as dores e os dissabores do outro indivíduo, uma vez que o manipulador só quer prejudicar um dos genitores da criança, sem olhar os perigos que essa alienação traz para a criança ou o adolescente.
Por conseguinte, devido à influência dos manipuladores, as vítimas começam a apresentar quadros de ansiedade, de depressão e até mesmo de suicídio, por que ficam no meio de uma relação tóxica dos responsáveis. Ademais, esses problemas psicológicos, os quais vão contra o significado de saúde para a OMS, o qual a saúde não é apenas estar bem fisicamente, mas também psicologicamente, podem prejudicar o desempenho dessas crianças nas escolas, por exemplo, já que a maioria fica sem vontade de continuar com a sua vida normalmente.
Portanto, é necessário medidas para minimizar essa problemática. Dessa maneira, cabe ao Estado divulgar o direito de família para todos e os riscos da alienação parental, por intermédio de campanhas nas redes sociais, pois abrangem grande parte da população, a fim de que a vítima não seja prejudicada, principalmente psicologicamente. Assim, o fim da vida conjugal não irá afetar o relacionamento dos pais com os seus filhos, como mostra o livro de Collen.