Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/06/2020

Segundo a Convenção dos Direitos Infantis, a vida e desenvolvimento psicológico das crianças devem ser preservados. Contudo, percebe-se que tal direito, no Brasil hodierno, não é assegurado efetivamente, devido, sobretudo, à alienação parental. Isso acarreta, principalmente, o desenvolvimento de indivíduos com doenças mentais e o aumento da anomia social. Logo, são necessárias ações do Governo e da Mídia visando ao enfrentamento dessa situação.

Nesse contexto, segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o equilíbrio social. Isso posto, evidencia-se que, ao não promover programas de acompanhamento e de aconselhamento psicológico aos pais divorciados e aos seus filhos, o Poder Público desconstrói essa harmonia. Em consequência disso, aumentará o número de casos em que famílias usam as crianças em discussões e brigas, causando com que os jovens desenvolvam possíveis distúrbios psicossomáticos, como ansiedade, e perpetuem esse comportamento, corroborando, assim, a máxima determinista: “o indivíduo é resultado do seu meio”.

Ademais, é importante ressaltar que falta de sensibilidade de parte do corpo social agrava tal problema. Por esse viés, conforme o filósofo Adolfo Vásquez, o aumento da frequência de um determinado problema social ocasionará sua normalização. Desse modo, percebe-se que é naturalizado tal manipulação, haja vista que as leis e normais que regulamentam a preservação das crianças são ignoradas e infringidas constantemente por diversos casais em separação. Consequentemente, não há apoio familiar as crianças que se vê entre uma separação, pois de acordo com uma pesquisa do portal de notícias G1, 72% dos divórcios que envolvem filhos terminam com a manipulação da criança por um lado

Logo, é de fulcral relevância o enfrentamento dessa situação. Nesse sentido, assiste ao Ministério da Família, em parceria com o Ministério da Educação, reduzir o número de indivíduos com distúrbios causados pela alienação parental, por meio de programas que forneçam assistência médica e acompanhamento psicológico as famílias divorciadas, com o fito de desconstruir o meio determinista que cria esses imbróglios. Também, cabe à Mídia, em conjunto com ONGs de assistência social, mobilizar a sociedade no combate aos impactos da alienação parental, por via de ações sociais em redes sociais e na televisão com psicólogos e adultos que passaram por tal problema, a fim de tolher a normalização dessa problemática. Assim, será possível mitigar os impactos negativos da alienação parental e assegurar o cumprimento da Convenção dos Direitos Infantis no Brasil hodierno.