Os perigos da alienação parental

Enviada em 24/06/2020

O filme “A menina índigo” retrata a vida de uma menina de sete anos que lida com a separação dos pais onde os dois brigam pela a guarda o que faz com que ela se sinta sobrecarregada. Fora de ficção, casos como esse de alienação parental são vigentes no Brasil. Isso ocorre devido à falta de debates junto com a insuficiência Estatal. Destarte, essa problemática revela inúmeras facetas que exigem estratégicas para que o assunto não seja mais negligenciado.

Primeiramente, os núcleos educacionais da sociedade civil não debatem de maneira satisfatória o tema. Nesse ínterim, Habermas defende que a linguagem é a verdadeira forma de ação. Desse modo, é perceptível que esse pensamento tem ligação direta com a situação brasileira, visto que em vez de conversar com seus filhos de maneira saudável sobre o fim do casamento muitos pais tornam as brigas algo cada vez mais frequentes com atitudes manipuladoras e possessivas onde forçam a criança a escolher com quem ela quer ficar. Como consequência, a criação de jovens que desenvolvem distúrbios relacionados à traumas e pressões psicológicas.

Ademais, a falta de medidas Governamentais se coloca como um empecilho à resolução do problema. Para Friedrich Hegel, " O Estado deve sempre proteger seus filhos". Nessa conjectura, é notável que nem todos dispõem dessa proteção pois mesmo com a criação de leis em 2017 ainda não se oferece o suporte necessário para os pequenos denunciarem, já que os investimentos são baixos e atendimentos destinados para essa causa ainda apresenta falhas. Por conseguinte, apenas uma parcela das vítimas conseguem denunciar o alienador, o que colabora para que atos como esse continuem presentes e as crianças percam o seu lugar de voz.

Portanto, é substancial medidas estratégicas para reverter o cenário. De forma que, o Poder Público, órgão responsável por garantir a igualdade a todos, faça uma redefinição de prioridades orçamentárias, mediante a envios de verbas para o aprimoramento de canais de ligação para denúncias a fim de que os filhos consigam se salvar de qualquer situação que aconteça. Outrossim, a família que é considerada um espaço indispensável no desenvolvimento e proteção do indivíduo deve cultivar uma boa relação mesmo depois do término por meio de conversas familiares no cotidiano com objetivo de garantir que o grupo infantil não cresca com traumas psicológicos.