Os perigos da alienação parental

Enviada em 25/06/2020

A definição de saúde compreendida pela Organização Mundial de Saúde estabelece o equilíbrio entre a saúde física, mental e social. No entanto, o alheamento parental para com seus filhos pode acarretar efeitos psicológicos e emocionais negativos de longo ou curto prazo nas relações entre pais e filhos. Uma vez observados os danos da negligência relativo aos pais, cabe destacar os motivos de tais comportamentos como também as inúmeras formas estratégicas de destruição dos laços familiares.

Primeiramente a maioria das estratégias está relacionada a uma ruptura de laços conjugais já consumada ou prestes a se consumar. Assim, ao partir dessa perspectiva é notável consequências relacionadas a desleixo e desafeto, falta de maturidade e ausência de responsabilidade por parte de um dos conjugues. Por outro lado, sabe-se que os pais são as primeiras referência dos filhos e a influência deles sobre seus descendentes é capaz de ser copiada e de se estender em longo prazo e em coadunação a tal pensamento cabe enfatizar a afirmação do jornalista Paul Hepburn - seu livro o novo papel do pai- no qual confirma que garotas que foram estritamente acompanhadas pelo papel masculino de seus pais, atingem alto grau de escolaridade e evitando assim gravidez na adolescência.

Dessa forma, cabe salientar o filme italiano “A vida é bela”, além de todo o contexto histórico do Facismo, destaca a cumplicidade conjugal dos pais do pequeno Giosué, que desencadeou com que em um esforço unilateral do pai do menino afim de manter a unidade familiar. No entanto a ausência de cuidados dos responsáveis consanguíneos além de prejudicar a criança ou adolescente podem ser pré meditados ou não e existirem em formas variadas de estratégias. Assim, não respeitar os horários de visita, dificultar o contato da criança e um dos genitores, bem como desqualificar o parente são exemplos de ações em muitos dos casos observados.

Portanto, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso, o Estado, ao atuar no Ministério da Justiça deve ser mais rígido quanto ao tocante de fiscalizar as leis sobre essa manipulação familiar de forma que haja um maior acolhimento das denúncias, primeiramente por meio de plataformas virtuais com atendimento específico a cada profissional solicitado, dessa maneira pode-se chegar com mais prudência nas vítimas e praticantes. Por fim, as Prefeiruras, em parceria com universidades podem criar campanhas e palestras públicas com participações de pedagogos e psicológos em prol de amenizar e instruir as pessoas nessas situações. Evidentemente, outras iniciativas devem ser tomadas, pois, de acordo com Confúncio, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.”