Os perigos da alienação parental
Enviada em 26/06/2020
A definição de saúde compreendida pela Organização Mundial de Saúde estabelece o equilíbrio entre saúde física, mental e social. No entanto, o alheamento parental para com seus filhos pode acarretar efeitos psicológicos e emocionais negativos de longo ou curto prazo nas relações entre pais e filhos. Uma vez observados os danos da negligência relativo aos pais, cabe destacar os motivos de tais comportamentos como também as inúmeras formas estratégicas de destruição dos laços familiares, suas implicações e desdobramentos, tanto na vida de um dos responsáveis prejudicados quanto a criança ou adolescente.
Primeiramente a maioria das estratégias está relacionada a uma ruptura de laços conjugais já consumada ou prestes a se consumar. Assim, ao partir dessa perspectiva é notável consequências relacionadas a desleixo e desafeto, falta de maturidade e ausência de responsabilidade por parte de um dos conjugues. Por outro lado, sabe-se que os pais são as primeiras referencias dos filhos e a influência deles sobre seus descendentes é capaz de ser copiada e de se estender a longo prazo e em coadunação a tal pensamento cabe enfatizar à afirmação do jornalista Paul Raeburn que em seu livro:" O novo papel do pai" sistematiza uma linha de estudo baseado na figura paterna presente ativamente na vida dos filhos que se saiam com o desempenho muito melhor quando acompanhados restritamente. Dessa forma, cabe salientar o filme italiano:“A vida é bela”, que além de todo contexto histórico do Facismo, destaca a cumplicidade conjugal dos pais do Giosué, que no desenvolver da trama desencadeou nos esforços unilaterais de um dos pais em prol da unidade familar.
Entretanto, a ausência de cuidados dos responsáveis consanguíneos, além de prejudicar a criança ou adolescente podem ser pré meditados ou não e existem em formas variadas de estratégias. Assim, não respeitar os horários de visita, dificultar o contato da criança com um dos genitores, bem como desqualificar o parente são exemplos de ações em muitos casos observados. Portanto, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão.
Por isso, o Estado, ao atuar no Ministério da Justiça deve ser mais rígido quanto ao tocante de fiscalizar as leis sobre essa manipulação familiar de forma que haja um maior acolhimento das denúncias, primeiramente por meio de plataformas virtuiais com atendimento específico a cada profissional soliticado, dessa maneira pode-se chegar com mais prudência nas vítimas e praticantes. Por fim, as Prefeituras, em parceira com universidades podem criar campanhas e palestras públicas com participações de pedagogos e psicológos em prol de amenizar e instruir as pessoas nessas situações. Por fim, ao final também pode-se disponibilizar um contato face a face com alguns dos maiores interessados, para sanar posteriores dúvidas e instruções.