Os perigos da alienação parental

Enviada em 27/06/2020

“Que época terrível é esta, onde idiotas dirigem cegos?”. Esta frase, do dramaturgo William Shakespeare, torna-se uma crítica extensa ao egoísmo perante a alienação de indivíduos. A alusão concerne à realidade de alucinação parental na atualidade, onde a reclusão do posicionamento dos filhos e influenciamento negativo de responsáveis é óbice na construção de uma família estabilizada.

Inicialmente tem de se enaltecer na alienação parental a inércia dos filiados dentro da linhagem. Essa exclusão participativa é aludida no filme “Primeiro da Classe”, no qual o protagonista possui a doença de tourrette e o pai trata seus posicionamentos como irrelevantes devido a mazela, o que problematizou na sua formação mental. Portanto a falta da integração dos filhos e dos pais em harmonia interfere no crescimento individual do descendente.

Além disso, o desenvolvimento dos filhos onde os responsáveis controlam o relacionamento ao meio que vivem pode problematizar a estruturação desses descendentes. Aludindo o seriado “Black Mirror”, o episódio “Arkangel” demonstra que o filtro de conteúdo que a mãe colocou na protagonista mostra resultados negativos, devido à alienação provocada a ela. Consequentemente, o manejar dos contatos e atividades da criança infringem na exibição das características dela, e não de seus responsáveis, resultando em problemas futuros.

Demonstra-se assim, que a alucinação parental é derivada essencialmente da remoção da liberdade de arbítrio e controle dos filhos. Desta maneira, é objetivo do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, junto ao Ministério da Cidadania fornecer programações para a família por atividades grupais, a fim de salientar a harmonia dentro da linhagem e dar voz aos filhos alucinados. Assim, formando uma sociedade com equidade e característica de equilíbrio emocional no grupo.