Os perigos da alienação parental
Enviada em 01/07/2020
Manter uma boa relação entre os membros da família é essencial para a manutenção de uma vida saudável e feliz. Contudo, no Brasil, em alguns casos de rompimento de relações conjugais, a qual deve haver a divisão da guarda de um menor, há conflitos entre os responsáveis, como a alienação parental. Dessarte, é imprescindível salientar o descomprometimento dos pais em manter uma comunicação saudável após separação como principal causador da problemática. Por conseguinte, os jovens estão sujeitos a desenvolver distúrbios psicológicos.
A priori, de acordo com o filósofo Sócrates, existe um único bem, o saber, e um único mal, a ignorância. Nessa perspectiva, é possível associar a prática racional de manter uma relação saudável entre o ex-cônjuge, a fim de proporcionar alicerce emocional aos filhos, como o saber. Entretanto, em alguns casos ocorre o contrário de uma boa relação entre divorciados, o que trás diversos imbróglios, principalmente, para a saúde mental dos filhos. Exemplo disso é a temática da alienação parental, que pode ser representada como a ignorância na afirmativa do filósofo.
Ademais, conforme o escritor Coelho Neto, é pela educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. Nessa lógica, é possível denotar como as relações parentais saudáveis e “virtuosas” interferem na formação dos filhos. Destarte, famílias que, apesar da separação, mantêm uma relação de respeito são capazes de amparar os progênies e evitar possíveis doenças relacionadas ao emocional e à mentalidade, como ansiedade e depressão.
Portanto, é necessário que haja sempre uma relação, pelo menos, respeitosas entre casais separados com filhos, pois é a forma de não transmitir aos subordinados preocupações e estresses. Para isso, o Poder Executivo e Legislativo, devem, mediante legislação, proteger adolescentes e crianças da alienação parental. Com essa finalidade, além de desenvolver uma sanção para os praticantes da alienação parental, é preciso instruir os jovens para que esses possam reconhecer e denunciar tais atos, como promover palestras e discussões conscientizadoras nas escolas.