Os perigos da alienação parental
Enviada em 02/07/2020
No seriado americano “Friends”, retrata-se a história do jovem Ross Gueler que realiza um acordo amigável com a ex-esposa sobre a guarda do filho. Fora da ficção, a realidade observada se distancia da obra, tendo em vista que a alienação parental configura um óbice no cenário atual: seja por propiciar um comportamento agressivo no descendente, ou acarretando a aparição de transtornos psicológicos. Assim, cabe a análise dessa problemática para, então, propor soluções para dirimi-la.
Em primeiro plano, deve-se evidenciar que, em função da convivência com ofensas constantes, pode ser observado o surgimento de condutas violentas acerca da personalidade dos filhos. Consoante o filósofo inglês John Locke, o indivíduo nasce com uma tábula rasa que, ao longo da vida, será preenchida por meio das experiências vivenciadas. Sob essa ótica, visto que os genitores são responsáveis pelo desenvolvimento da criança, o caráter do descendente se baseia nas ações proferidas pelos pais. Ademais, nota-se como atos de injúria entre os responsáveis afetam a saúde mental da prole. Por exemplo, dados do portal G1 demonstram que três em cada dez indivíduos com idade entre quatro e dezesseis anos já apresenta algum tipo de distúrbios psicológicos. Nesse viés, ações alienadoras e discursos de ódio são condutas que promovem, além de temor e angústia por parte das crianças, doenças psicossomáticas tal como ansiedade e depressão.
Diante dos fatos supracitados, é mister que providências sejam tomadas acerca do quadro atual. Convém, então, ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, a criação de projetos educacionais que, através de palestras realizadas por psicológicos, explicite aos pais e filhos as características e os perigos da alienação parental, com o intuito de conscientizar a população sobre a questão. Somente assim, a realidade vista em “Friends” será efetivada na sociedade.