Os perigos da alienação parental
Enviada em 04/07/2020
Na música Separada, as autoras Maiara e Maraisa falam sobre o término de uma família, na qual o fruto de um relacionamento enfrentou o abandono precoce de seu pai. Fora da arte, a realidade é similar, os problemas podem influenciar o responsável de forma desproposital e sob efeito do cortisol, a liberar uma série de argumentos de senso comum para o menor de idade, podendo depreciar assim o futuro de uma criança.
Primeiramente, é necessário entender que o cenário brasileiro, segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa, apresenta 74% de pais solteiros, cuja luta diária é sobreviver à econômia de um país emergente e conseguir proporcionar as necessidades básicas de seus filhos. Logo, quando não há recebimento do apoio necessário do ex-conjugue, há uma necessidade de afastar esse de seu ente-querido como forma de vingança, mesmo que não aprovado pela justiça, ocasionando em uma guerra familiar.
É evidente que durante o desenvolvimento infantil, os pensamentos indíviduais do ser humano ainda estão em formação e manipulá-los transcede para uma série de impasses, levando a traumas futuros nos quais dificultam relações interpessoais e podem acarretar em danos mais severos como psicopatia e sociopatia. Infelizmente, a falta de privilégios acerca da sociedade é margem para a família se encontrar nessa situação, isso porque a saúde mental não é priorizada pelas famílias que lutam diariamente para conseguir colocar comida na mesa.
Para resolver esse impasse, é de supra-importância que o Governo crie um plano de gestão para aprovação no senado, que viabilize o aumento do salário mínimo em território nacional levando os responsáveis familiares a possuírem melhores condições de vida e consequentemente mais afinidade ao cuidado com a saúde. Além disso, o Ministério de Educação deve conjuntamente, proporcionar no ensino fundamental por meio de decreto, a implementação de educação domiciliar na grade, para que extingua os impactos exercidos na evolução pueril durante a separação.