Os perigos da alienação parental

Enviada em 09/07/2020

O filme It: A Coisa, dirigido por Andy Muschietti, individualiza a vivência de cada personagem, o que leva o espectador a conhecer Eddie, um menino filho único e superprotegido pela mãe, a qual dificulta a convivência com o pai do personagem. Ele acreditava possuir diversas patologias, porém percebe que a figura materna havia mentido sobre isso, para que esse fosse facilmente manipulado. Nesse contexto, o filme demonstra um caso de alienação parental. Além da falta de contato de um dos parentes com o filho, o outro engana a criança, para que essa desenvolva repúdio pelo progenitor. Consequentemente, a falta de contato ou interesse em manter laços emocionais gera um adulto com problemas de autoestima e dificuldade em se relacionar.

Primeiramente, a dificuldade no exercício parental é um condutor à alienação, visto que a criança tende a sentir-se abandonada. Em síntese, durante uma briga entre os pais, o responsável com maior contato afetivo manipula os sentimentos do infanto-juvenil pelo outro indivíduo, de forma que prejudique a imagem dele, o que causa repúdio por parte do filho. Dessa forma, em meio social, pode fazer uma analogia com a Terceira Lei de Newton: a difamação de um lado leva ao afastamento do outro.

Em segunda instância, a criança envolvida em conflitos familiares tende a desenvolver problemas psicológicos, principalmente ligados a autoestima e laços afetivos. Nesse contexto, é habituada a viver entre um relacionamento conturbado. No ponto de vista aristotélico, a menor ação inicial afeta diretamente o final, tendo em vista que o indivíduo tende a repetir o que viveu, uma vez que uma relação conflituosa foi a realidade lhe apresentada. Além disso, devido a grande quantidade de omissões, o infanto-juvenil torna-se um adulto complexado, com problemas de confiança e tendencioso a comportamentos abusivos.

Portanto, mostram- se necessárias medidas que solucionem a alienação parental, responsável pelos danos causados à criança traumatizada. Logo, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver a parte de psicologia infantil, de forma que garanta um espaço seguro para a criança confiar os problemas a um profissional da área. Além disso, é dever de instituições educacionais propagar a necessidade do combate ao descaso parental, de forma que conscientize as famílias a terem um ambiente saudável nos lares. Dessa forma, caso as medidas tenho êxito, nenhuma criança terá que passar pela situação que Jake fora obrigado, vivendo numa guerra criada pelos próprios pais, os quais deveriam protegê-lo.