Os perigos da alienação parental

Enviada em 16/07/2020

A alienação parental  relata situações em que um dos familiares de uma criança, seja ele pai ou mãe , induz noções pejorativas de um dos genitores, causando o repúdio da criança. Esse fato tornou-se comum em vários lares, o que representa um grave problema para o desenvolvimento físico e mental da criança ou adolescente.

Mesmo que a Constituição Cidadã de 1988 assegure em seu estatuto burocrático a proteção à infância e à adolescência, ainda não há leis definidas que condenem os casos de alienação parental. Essa situação de acordo com o profissional Augusto Cury pode causar instabilidade no desenvolvimento pessoal e no convívio social da criança, já que o atrito parental contribui para o isolamento da pessoa, o que configura um sério perigo à sua convivência. Tudo isso pode acarretar problemas como depressão infantil, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, medo e agressividade, entre outros.

Alguns pais ainda acham que pelo fato de ainda serem crianças ou até mesmo jovens não cause tantos danos, portanto não funciona assim. “As crianças são a parte mais frágil de qualquer relação. Manipular sentimentos e comportamentos dessa maneira tem consequências para o resto da vida”, afirma a psicanalista Cristiane M. Maluf Martin.

Desse modo, a situação exige medidas legislativas de intervenção para diminuir sua ocorrência no país. É de extrema importância que o Governo Federal, juntamente com o Conselho Tutelar criem estatutos específicos de combate a tal problema. Isso pode ser materializado em leis que promovam sanções afetivas, como o distanciamento do criador da vítima, e financeiras, com a instituição de multas e penhora de bens, a fim de intimidar essas pessoas e possibilitar a diminuição desse crime no país.