Os perigos da alienação parental

Enviada em 21/07/2020

A série “Outlander”, da Netflix, estreada em 2014 por Ronald D.Moore, retrata um futuro distópico no qual as tecnologias já estão presentes na vida do cidadão. Nesse contexto, a personagem Claire tenta manipular as decisões de seu marido Frank, por querer se mudar para a Inglaterra e levar a Brianna- filha- junto com ele, pois só assim ela terá um futuro confirmado, de modo a definir o que é “certo e errado”. Assim como retratado na série, há, ainda, os perigos que a alienação parental pode trazer ao filho, tendo em vista que a maior parte dos jovens encontra-se em episódios difíceis, decorrente da manipulação psicológica e também de fatores psicológicos.

Constata-se, a princípio, que, segundo o lutador pela paz, Nelson Mandela, ninguém nasce com ódio a outra pessoa, para odiar, as pessoas precisam aprender. Contudo, nota-se que pode-se relacionar às atitudes praticadas pelos pais com o objetivo de fazer com que a criança/jovem tenha uma visão deturpada do outro companheiro, assim, levando ao ódio, como Mandela disse. Certamente, esse panorama lamentável ocorre devido à não aceitação do alienador para não ter a guarda do filho, mas também está fortemente atrelado ao fato de poder ter outra pessoa- filho- ao seu lado para também desenvolver sentimentos fortes e ruins contra o parceiro. Com efeito, tal impasse, contraria os Direitos da Família, assegurados pela Constituição Federal, e deve ser combatido.

Ressalta-se, ademais, que os perigos da alienação parental são dificultados pelas situações que o filho se encontra, pois, com isso, desenvolve uma conjuntura de condições associadas ao rebaixamento do humor, como a depressão e a ansiedade, fatores que podem desencadear, muitas vezes, o suicídio. Dado que, para ter uma saúde mental estável, é necessário estar bem com os responsáveis pela criação, a qual pode ser significativa para o filho que está preso em um episódio de sofrimento e dor. Dessa forma, fatores como a lei 12.318- responsável por assegurar a criança à prática de ato de alienação parental- pode mudar esse cenário realista.

Tendo em vista o que foi discutido, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o governo, juntamente aos Conselhos Tutelares, deve educar a população para o desenvolvimento das relações interpessoais já na infância. Isso pode ser feito por meio de palestras de psicólogos que dominam o assunto e juristas em escolas, com o objetivo de diminuir os casos de alienação parental no Brasil e fazer as crianças se posicionarem a respeito do impasse. Somente assim, será possível combater os perigos que podem ser gerados a partir da falta de diálogo e, ademais, não ter mais casos como de Brianna.