Os perigos da alienação parental

Enviada em 31/07/2020

Hannah Arendt, em sua obra “A Banalidade do Mal”, alude que o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano. Sob essa ótica, ao observar os perigos da alienação parental, entende-se que o pensamento da filósofa é constatado tanto na teoria quanto na prática, e realidade segue intrínseca ao país. Nesse sentido, têm-se os fatores de agravamento do fenômeno, tais como o individualismo e ausência de políticas públicas eficientes.

Em primeiro plano, destaca-se o sociólogo Arthur Schopenhauer, no qual defende a ideia de que o homem tentaria conservar a sua moral utilizando tudo que vier a seu alcance. Desse modo, o egocentrismo dos genitores tem sido materializado na conjuntura hodierna, haja vista que muitos pais movidos pelo ódio após a separação domiciliar, tentam desqualificar o cônjugue, desconstruindo a autoridade e vínculo parental da criança com um dos genitores. Paralelamente a isso, evidencia-se que este panorama afeta psicologicamente a vida das crianças, com depressão e ansiedade.

Outrossim, consoante o Estatuto da Criança e do Adolescente, é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade, os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude. Entretanto, infere-se que este cenário se encontra defasado na rotina contemporânea de muitas crianças, uma vez que, há a flexibilização de leis, ocorrendo a impunidade dos pais que realizam a discriminação de um dos genitores. Assim, percebe-se a queda de rendimento escolar dos filhos, devido o ambiente conturbado que estão inseridos.

Portanto, o Poder Executivo deve enrijecer a Lei da Alienação Parental de 2010, através da criação de um Órgão direcionado à denúncias de casos, a fim de restaurar a integridade juvenil, combatendo a dominação coercitiva de indefesos. Além disso, cabe às ONGs apontadas às famílias, a promoção de palestras nas instituições de mercados de trabalho, conscientizando os pais sobre a importância de cuidado mental dos seus filhos. Somente assim, haverá uma sociedade nos moldes contrários do que atesta o sociólogo Arthur Schopenhauer.