Os perigos da alienação parental
Enviada em 04/08/2020
“Síndrome da alienação parental”, é um termo criado pelo psiquiatra infantil Richard Gardner, um termo novo para um problema antigo. É, portanto, entendida como a vingança de um familiar para o progenitor por, normalmente, intenção de provar algo que não foi superado do relacionamento passado através da criação de uma imagem negativa ao filho. A questão principal sobre o pós complicado da separação de um casal com filho daquela união, é a falta de responsabilidade afetiva sobre a família que ali foi formada. Ou seja, os pais esquecem que a criação de um ser humano que foi originado daquela relação é uma responsabilidade muito grande para fazer joguinhos de termino através de uma criança que está em formação.
Uma representação desse problema familiar foi o filme “história de um casamento”, filme americano de 2019 que mostra a dificuldade da conciliação entre um casal sobre a guarda de sua filha após o divorcio, e a narrativa passa através dos lados dos pais se desentendendo pelo fim de um relacionamento mal resolvido, ao qual, disputam pela filha à envolvendo mesmo que indiretamente na infelicidade e estresse da situação. Mas não é preciso ir a Hollywood encontrar situações como esse, o número de processos por alienação parental no Brasil cresceu 5,5% de 2016 para 2017, saltando de 2.241 para 2.365, segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Essa violência praticada pelos próprios país, além de, causar traumas referentes a separação de um lar, ao qual, a criança está acostumada, é um problema para o desenvolvimento psicológico da criança que nos primeiros anos são essenciais para a educação e orientação seja na maneira de se comportar como de ser. Segundo informações da Enciclopedia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância, as primeiras experiências das crianças, ou seja, os vínculos que elas criam com seus pais e seus primeiros aprendizados afetam profundamente seu posterior desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social.
A objetificação do sujeito para transformá-lo em veículo de ódio, dificilmente é reversível. Ao utiliza-se de manipulações emocionais, sintomas físicos, isolamento da criança com outras pessoas, com o intuito de incutir-lhe insegurança, ansiedade, angústia e culpa. Cabe a família e a escola conhecer e respeitar os passos do desenvolvimento infantil no aspecto de evitar confusões de relacionamento mal resolvido, colocando o sentimento do filho(a) como prioridade nas tomadas de decisão. E a escola, particularmente, precisa ser responsável por reparar sinais nas crianças de infelicidades ou repetindo diálogos agressivos dos adultos e chamar o conselho tutelar para interferir, em casos, que as famílias não mudem de postura após um alerta de diretores da instituição de ensino.