Os perigos da alienação parental
Enviada em 07/08/2020
No ano de 1990, foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no qual está destacado que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurarem com absoluta prioridade, a convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de omissão, discriminação e exploração. Nesse sentido, no século XXI, a realidade brasileira revela que esse direito não é plenamente assegurado, haja visto que os perigos da alienação parental são constante, visto que, evidentemente, ocasiona problemas psicológicos e, com efeito haverá a modulação do comportamento dos filhos que emergem com essa situação.
Preliminarmente, infere-se que os conflitos entre seus responsáveis prejudica o desenvolvimento psicológico dos infantes. Por esse ângulo, segundo o filósofo Michel Foucault, " O ser humano é formado por componentes biopsicossociais e a falta de equilíbrio destes pode afetar seriamente o desenvolvimento do indivíduo". Dessarte, conforme o jornal Folha de São Paulo, atrito entre os pais pode causar traumas psicológicos nos filhos. Dessa forma, lesões mentais podem ser formados e, consequentemente, desenvolver déficits psicossociais e comportamentais.
Outrossim, é inegável que a modificação da conduta dos filhos é um efeito dessa problemática. Deste modo, consoante ao sociólogo Pierre Bourdieu, “o indivíduo internaliza o externo e, consequentemente, externaliza o interior”. Dessa forma, o ser humano está em constante processo de adaptação às situações do seu cotidiano e adequar seu modo de agir a partir da observação de pessoas ao seu redor. Portanto, evidentemente, percebe-se que, sobretudo as crianças e os adolescentes internalizam facilmente os comportamentos dos seus pais e é externalizado em algum momento. Assim sendo, o comportamento da rivalidade entre os responsáveis podem ser replicados desses indivíduos que sofrem constantemente com a alienação parental.
Em vista dos fatos elencados, é necessário anular as práticas da alienação parental. Destarte, o Ministério do Educação deve criar programas sociais em escolas públicas e privadas, com projetos e palestras, por meio de psicólogos e psicanalistas, com a finalidade de garantir as crianças e os adolescentes o gerenciamento dos emoções. Além disso, a Mídia deve alerta os pais, em geral, sobre a gravidade da alienação parental, por meio de criações de folhetins e revistas que circulam na sociedade, por meio de orientação, com objetivo dos responsáveis não cometerem esse crime. Desse modo, será assegurado os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.