Os perigos da alienação parental

Enviada em 07/08/2020

O documentário brasileiro “A morte inventada”, dirigido por Alan Minas, retrata a história de pessoas que sofreram com a alienação parental na infância, os quais são incentivados a acreditarem em versões negativas do outro genitor, desse modo ocasiona traumas aos indivíduos. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, os perigos da alienação parental são constantes, o qual ocorre, evidentemente, devido à crise ética da instituição familiar, que gera interferência no desenvolvimento psicossocial da criança e do adolescente.

Preliminarmente, é pertinente elencar que o conflito moral presente no ambiente familiar dificulta a resolução dessa problemática. Nessa perspectiva, segundo a teoria do filósofo prussiano Immanuel Kant, “as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico, ou seja, devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade”. Portanto, indubitavelmente, a alienação parental contrária essa afirmação, haja vista a difamação e o discurso de ódio gerados pelos responsáveis legais dos infantes que auxiliam, desse modo, em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.

Outrossim, é fundamental analisar que a ascensão dos danos psíquicos é fomentada por esse problema. Destarte, conforme a psicologia Freudiana, os conhecimentos adquiridos na infância refletem-se nos comportamentos futuros. Sob esse ponto de vista, segundo o jornal o Globo, aproximadamente 78% das crianças que vivenciaram dominação parental têm distúrbios psicológicos. Logo, visivelmente, a agressão e o abuso psicológico que a alienação representa para o adolescente ocasiona marcas indeléveis no seu psiquismo que repercute nas atitudes iminente.

Em vista dos fatos elencados, são necessárias medidas que extingam a instabilidade familiar, como também anulem os casos de doenças psicológicas relativos a este ato. Dessarte, cabe ao Ministério da Justiça criar um projeto nacional que sistematize as divergências da esfera conjugal, como eventos e Workshops, por meio de palestras de órgãos responsáveis, com a finalidade de garantir aos indivíduos a ética Kantiana. Ademais, o Ministério da Educação deve promover programas sociais, como debates e palestras em escolas públicas e privadas, por meio de psicólogos e psicanalistas que informem os prejuízos da alienação aos infantes, com o objetivo de não perpetuar no corpo social as histórias retratadas no documentário