Os perigos da alienação parental
Enviada em 07/08/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário. Com isso, surge a questão da alheação parental, que persiste intrínsecamente à realidade brasileira, seja pela má influência da família ou pelos problemas que podem ser causados futuramente devido ao descuido da saúde mental.
Sob esse viés, segundo o sociólogo Zigmunt Bauman, a sociedade atual vive de forma mais individualista, gerando uma espécie de Modernidade Líquida, onde as relações sociais tendem a serem mais frágeis e conflituosas. Por exemplo, quando há uma separação entre os indivíduos de uma família, essa relação acaba gerando um embate de interesses entre os responsáveis do menor de idade, que convive com os distintos, podendo, causar-lhe danos psicológicos negativos devido à conflituosidades vividas.
Além disso, convém ressaltar que, de acordo com o pensador Adelmar Marques Marinho, " nada é mais perigoso para a saúde da mente humana que carregar pensamentos negativos “. Nesse sentido, a música “Pais e Filhos” da banda Legião Urbana, consegue exemplificar essa frase, pois em um trecho da canção é citado que quando os pais concretizaram um divórcio conturbado deixando a saúde mental de sua filha em segundo plano, ela acaba por se atirar da janela, infringindo a lei dos direitos naturais, que garantiam a ela, o direito à Vida e a saúde.
Portanto, para combater os malefícios da alienação familiar, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações, elaborem uma plataforma on-line com funcionários especializados como psicólogos, para orientarem famílias à respeito dos problemas que embates parentais podem causar no futuro de jovens. Com o objetivo, de cumprir a Declaração dos Direitos Humanos.