Os perigos da alienação parental
Enviada em 18/08/2020
Em 2009, o documentário brasileiro “A Morte Inventada”, retratou a problemática da alienação parental através de entrevistas com especialistas e pessoas que passaram por esse problema. Na realidade, o cenário não se difere, visto que a interferência na formação do jovem promovida por um dos genitores representa um perigo na contemporaneidade. Isso é fruto das relações conflituosas entre ex companheiros que são os progenitores da criança. Consequentemente, há desenvolvimento de transtornos mentais no filho do casal.
Em primeiro plano, é importante frisar que o convívio mal resolvido entre antigos vínculos afetivos, que deram origem a uma criança, gera graves perigos. Nesse viés, é muito difícil lidar com casos nos quais os genitores não conseguem dialogar para resolver as questões dos filhos e, com todos os tumultos da separação, efeitos aparecem, sendo um deles a prátia da alienação parental. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 80% dos jovens de pais separados sofrem com chantagens emocionais dos genitores. Assim, evidencia-se que a boa convivência familiar é afetada por essa ação.
Em consequência dessa situação problemática inúmeros danos emergem, dentre eles está o surgimento de doenças mentais no adolescente fruto do casal. Nessa ótica, a alienação parental tem se tornado uma entrave para a população, visto que os perigos dos distúrbios de natureza psicológica podem desencadear vício alcoólico ou em drogas, além de prejudicar o desenvolvimento e comprometer o futuro da criança. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 45 milhões de pessoas são vítimas das consequências provocadas pela alienação parental. Logo, é possível notar que esse quadro precisa ser revertido.
Em síntese, pode-se inferir que os perigos gerados por essa disfunção são uma realidade no país. Por essa razão, é necessário que o Ministério da Família, responsável pela promoção de ações voltadas aos direitos do jovem, do idoso e do resto da população, promova conversas sobre a importância da boa convivência entre pais separados, por meio de plataformas online e encontros presenciais com especialistas do assunto, a fim de garantir ao filho do casal uma relação familiar adequada. Ademais, é preciso, ainda, que haja a conscientização dos perigos da alienação parental para que os males psicológicos possam diminuir.