Os perigos da alienação parental
Enviada em 22/08/2020
O processo de divórcio é bastante delicado, principalmente, quando existem frutos desse casamento ou mesmo de uma união que não foi formalizada. Durante o período de separação, as partes envolvidas podem ter sofrido algum dano emocional, tornando esse momento ainda mais difícil. Em decorrência disso, pode acontecer, por fim, a disputa pelos filhos e também a depreciação do antigo parceiro diretamente à criança ou adolescente. Assim, fica claro, um caso de alienação parental. Posto isto, o modelo de relação entre as partes depois do fim do relacionamento, e o ambiente que se estabelece no novo formato de família interferem diretamente no estado psicológico dos menores envolvidos. Diante disso, vê-se a relevância desse tema e a essa situação cabe uma análise.
Antes de tudo, vale ressaltar que existem muitos modelos de famílias no atual contexto mundial. Entre eles, um bastante frequente é o de pais separados e com filhos. Porém, algumas vezes esse rompimento traz sequelas nas relações entre pais e filhos. E, em determinados momentos, as crianças podem ser usadas como instrumento para atingir quem um dia já foi cônjuge. Com isso, estabelece-se um caso de alienação parental, que é crime no Brasil. Desse modo, difamar o antigo parceiro e promover uma má impressão do outro para o filho é inadequado e criminoso.
Além disso, quando se fomenta esse tipo de ambiente acaba-se por proporcionar uma esfera completamente inadequada para o crescimento da criança. É como disse o filósofo e sociólogo Rousseau, o homem é produto do meio. Ou seja, a relação hostil entre antigos parceiros gera um clima que não proporciona bem estar para os filhos. Ademais, com a desfavor do pai ou da mãe, o relacionamento deles pode ser influenciado negativamente, o que traz consequências grave e muitas vezes irreparáveis.
Portanto, é inegável que a alienação parental traz muitos efeitos para a relação das famílias. Diante disso, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com escolas, tanto privadas quanto públicas, promover medidas de reconhecimento de alunos com problemas familiares que resultam de casos de alienação parental. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nesse plano deve estar claro uma assistência psicológica a todos os estudantes, com profissionais da área da saúde. Para que com isso, sejam diagnosticados esses problemas, dando suporte à criança e levando ao âmbito judiciário os casos que sejam dignos disso. Assim, será possível enfrentar os desafios da alienação parental no Brasil.