Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/08/2020
A banda Legião Urbana, na música “Quase Sem Querer” reflete o abismo da pessoa alienada parentalmente, onde se fala sobre o conflito interno entre MENTE e CORAÇÃO. Nesse ínterim, percebe-se que em algumas partes da composição, o indivíduo tenta entender e buscar explicações sobre os sentimentos existentes em si, o que de certa forma o abala. Nessa perspectiva, essa canção de 1986 ainda reflete problemas atuais da sociedade. Nesse sentido, no que tange à questão do perigo presente nesta alienação, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da insuficiência legislativa e da educação familiar manipuladora.
Indubitavelmente, a presença dos pais na vida e criação de um filho é fundamental, pois os mesmos tem um papel impar na formação do caráter e princípios da criança. Contudo, a alienação parental mostra-se um eventual empecilho para a efetivação dela, se dando pelo abandono e uma legislação ineficiente, que não age como a máxima esperada, dando brechas para que ocorra essa indiligência. A priori, Aristóteles, grande pensador da antiguidade, defendia que a função da política é preservar o respeito entre as pessoas de uma sociedade. Ou seja, é necessário que haja um acatamento mútuo entre os pais, afim de presar pela formação sublime da criança.
Ademais, outro obstáculo na extinção de todos os gargalos presentes em torno do tema é a manipulação, que não é somente uma forma de demonstrar mágoa por conta de um relacionamento que acabou, como também é o filho sendo colocado contra um dos pais. Jean Piaget, um psicologo Suíço, traz em sua obra “O Juízo Moral da Criança” que o principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram. Isto é, cabe aos pais acima de tudo buscar dar uma educação melhor e transformadora ao filho, ao invés de buscar colocá-lo contra um ou outro.
Diante do exposto, para eliminar todas as lacunas em derredor da alienação parental, medidas precisam ser colocadas em prática. No entanto, faz-se necessário, pois, que o Congresso Nacional como um todo acrescente, modifique ou suprima dispositivos(artigos, parágrafos, incisos, alínea) dessa lei, buscando corrigir todas as brechas que dão passagem para a efetivação dessa alienação. Outrossim, cabe à Secretaria Nacional da Família intervir auxiliando o Ministro de Estado, buscando propor medidas e ações para o Ministério da Educação, a fim de estabelecer o equilíbrio familiar por meio de politicas públicas como o acompanhamento psicológico da criança através da escola, com o intuito de estar sempre por dentro do que a criança está passando. E só assim, assegurar que todos os perigos em torno da alienação parental sejam aniquilados.