Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/08/2020

Segundo Platão, o conhecimento imposto à força não pode permanecer na alma por muito tempo. Bem como a alienação parental induzida no menor dificilmente manisfesta-se da forma como espera o abusador. Imprevistamente as difamações  que vinham com intenção de polarizar o jovem a respeito dos respectivos reponsáveis, sentimentos caóticos em relação aos mesmos, podendo até ocasionar em futuros problemas psicossomáticos. Dito isso, torna-se tangível a necessidade de ouvir o que essa criança ou adolescente tem a dizer,  visto que ela é a maior prejudicada.

O ECA prevê que todas as decisões que dizem respeito ao menor devem levar em conta seu interesse superior. No âmbito da alienação parental as vontades do menor que sofre o abuso arduamente são ouvidas, o conflito costuma deter-se apenas aos pais. Dados de uma pesquisa da EBC, de 2014, apontam que 15% dos nascimentos registrados no Brasil não contam com o nome do pai na certidão. Em síntese é sabido que existe uma cultura de paternidade optativa no Brasil. Que por sua vez, acarreta na normatização da alienação parental  por parte das mães. De acordo com um levantamento, produzido pelo IBGE, apesar de representar 52,4% da população em idade de trabalhar, o grupo feminino responde por 45,6% do nível de ocupação, enquanto os homens, 64,3%. Esses dados mostram, inconstentavelmente, que a figura da mulher ainda é intrinsecamente associada a tarefas domésticas e cuidado com os filhos.

“A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano" disse o  padre João Paulo ll. Da mesma maneira, os responsáveis que cometem alienação, por muitas vezes, tem o intuito proteger os filhos, demonizando a imagem do outro genitor. O jovem é coagido a odiar um ou mais de seus reponsáveis, por meio de abuso psicológico e até mesmo físico. Guardar sentimentos negativos, exagerados ou não verdadeiros com relação ao outro genitor, podendo, ainda, apresentar distúrbios de natureza psicológica. Tais como: depressão, ansiedade, pânico, uso de drogas, baixa autoestima e inclusive encontrar dificuldades de relacionamento com pessoas a sua volta, prejudicando o regular desenvolvimento e comprometendo o futuro da criança ou adolescente. Dados divulgados pela OMS dizem que em 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo. Uma vez que a depressão, se não tratada, gera graves consequências incluindo a morte. O jovem precisa ser ouvido.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. O CEJUSC juntamente com o CFP, por meio de verbas governamentais deve promover oficinas com auxílio de psicoterapeutas.  Onde a criança ou adolescente terá voz ativa para trabalhar num ambiente neutro juntamente com os demais mebros da família. Somente assim será possível combater os perigos da alienação parental.