Os perigos da alienação parental

Enviada em 02/09/2020

O Estatuto da criança e do adolescente (ECA) dispõe sobre a proteção integral e a garantia dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes. Nesse sentido, é de total responsabilidade da família assegurar a execução desses direitos, dentre eles o direito à convivência familiar saudável. Contudo, essa legislação não é comprida no Brasil, uma vez que a alienação parental torna-se cada vez mais recorrente no país. Em verdade, convém analisar que a alienação parental é perigosa, principalmente ao desenvolvimento dos filhos dados que prejudica o vínculo com os genitores e acarreta problemas psicológicos.

Em primeira análise, o vínculo prejudicado com os genitores é um problema. Na novela mexicana “Rebelde” a personagem fictícia Roberta Pardo devido à separação de sua mãe com o pai, não quer nenhum tipo de contato com seu genitor devido aos comentários de sua genitora sobre o ex-conjuge.Fora da ficcção, no Brasil, o vínculo das crianças e dos adolescentes com um dos genitores após o fim do casamento, torna-se improvável por conta da alienação parental. Dessa forma, o filho influenciado negativamente contra o outro responsável pode apresentar sentimentos constantes de raiva e se recusar a ter qualquer comunicação prejudicando a relação entre pai e filho.

Em segunda análise, os problemas psicológicos causado em crianças e adolescentes pela alienação parental é recorrente no país. Em 2016, viralizou nas redes sociais um vídeo feito por um adolescente que insatisfeito com a determinação da justiça depois da separação de seus pais, ele teria que ficar com a mãe, ele relata no vídeo que estava sofrendo com a decisão pois, sua genitora iria afasta-lo novamente do pai uma vez que dizia ao adolescente que o pai era “mal”. Dessa maneira, uma grande parcela dos adolescentes que presenciam a alienação parental apresentam distúrbios de natureza psicológica, tais como, depressão e ansiedade. Sob essa ótica, esse cenário é agravado, já que há um deficiente acompanhamento psicológico às vítimas dessa violência.

Portanto, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, junto à mídia (TV e redes sociais) promover campanhas publicitárias acerca dos perigos da alienação parental na sociedade, com especialistas da área, afim de conscientizar os genitores e diminuir a ocorrência dessa questão. Com essas medidas sendo adotadas, os direitos assegurados previsto no ECA podem ser garantidos no corpo social.