Os perigos da alienação parental

Enviada em 13/09/2020

O filme “História de um casamento” retrata, em uma de suas tramas, o relacionamento fragmentado entre Charlie e seu filho, em decorrência da alienação parental provocada após o divórcio com Nicole. Fora da ficção, no contexto brasileiro, a alienação parental é muito comum em situações como essa, e produz efeitos deletérios sobre crianças e adolescentes, como a dificuldade de se relacionar com outras pessoas e traumas psicológicos.

Nessa perspectiva, a alienação parental é maléfica aos jovens, visto que acarreta entraves no estabelecimento de relações interpessoais.  Isso ocorre com maior frequência em crianças, visto que ainda estão no processo de consolidação do sistema cognitivo e no desenvolvimento de laços afetivos. Destarte, essa problemática afeta tanto a vida pessoal quanto a profissional desses indivíduos, pois promove um isolamento em relação à sociedade.

Outrossim, é necessário salientar que a alienação parental pode causar danos psíquicos nos indivíduos, como transtornos emocionais e ansiedade. Isso ocorre devido à violência psicológica empregada por um dos genitores, com o objetivo de depreciar a imagem do outro genitor. Nesse sentido, se não tratadas, essas patologias podem evoluir para casos clínicos de depressão e outras patologias.

Urge, portanto, que as escolas busquem restringir os efeitos adversos da alienação parental sobre crianças cujos pais são divorciados, por meio de rodas de conversa, as quais estimulariam o contato desse indivíduo com ambos os genitores. Essa medida tem o fito de promover a criação de laços interpessoais. Ademais, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) reduzir os impactos psicológicos desse tipo de violência, por meio de campanhas que elucidem a gravidade desse assunto. Feito isso, os problemas relacionados à alienação parental seriam atenuados, diminuindo a incidência de casos como o que foi retratado em “História de um casamento”.