Os perigos da alienação parental
Enviada em 22/09/2020
No livro “Abram a porta para o papai”, o garoto Henrique sofre com a separação e com brigas frequentes de seus pais, sendo vítima constante de alienação parental por ambas as partes, o que ocasiona uma dificuldade de interação com outras crianças. Fora da ficção, hodiernamente, muitas petizes e familiares vivenciam esse terrível mal do protagonista, gerando ,na maioria das vezes, distúrbios comportamentais nos infantes e depressão nos responsáveis alienados. Dessa forma, é de suma importância discutir a alienação parental para uma melhor saúde psicológica na sociedade.
A princípio, vale ressaltar a importância da família para a formação psíquica e social das crianças. De acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, ela é a primeira instituição social na qual o indivíduo se integra, sendo primordial para a formação do “habitus primário”, responsável ,segundo o autor, por moldar a percepção da criança. Nessa perspectiva, a petiz que sofre com a alienação parental possui contato frequente com chantagens, brigas e discursos de ódio do alienador, assimilando esses hábitos maléficos na interação e no comportamento com outros cidadãos, o que consequentemente prejudica no desenvolvimento social do indivíduo.
Ademais, outro fator relevante é os danos psicológicos sofrido pelo parente alienado, uma vez que ,na maioria dos casos, a criança deixa de conviver ou cessa relações com o outro responsável. Nesse contesto, o documentário argentino “Apagando o papai” retrata a vida de pais que sofreram alienação, ressaltando o frequente sofrimento de solidão e saudade por seus filhos. Sob essa ótica, o familiar que é impedido de participar da formação da petiz perde momentos especiais, rompendo,assim, uma forte relação entre pais e filhos, podendo ocasionar vários enfermidades emocionais graves na vítima, como depressão e ansiedade.
Portanto, medidas para solucionar esse problema devem ser tomadas. Para isso, cabe aos Cetros de Referência de Assistência Social de cada cidade realizar campanhas midiáticas em jornais e revistas para pais separados, com o intuito de alertar e demonstrar como reconhecer a alienação parental. Igualmente, o corpo de psicólogos dos Conselhos Tutelares necessita praticar consultas e diálogos frequente com crianças de pais separados, a fim de identificar esses terríveis casos com antecedência, evitando desenvolvimentos de cenários mais graves. Essas medidas têm o objetivo de eliminar a alienação parental na sociedade para uma melhor saúde psíquica e social entre os cidadãos, extinguindo histórias tristes como a do garoto Henrique.