Os perigos da alienação parental
Enviada em 02/10/2020
A alienação parental, prática de manipulação psicológica usada de forma negativa por muitos casais pós divorcados envolvendo seus filhos é tema discutido na contemporaneidade. Visto que a criança ainda não tem condições cognitivas para entender os jogos emocionais dos adultos, podem sentir culpas, mágoas e remorços. Uma vez que esses sentimentos destrutivos são capazes de trazer prejuízos à sanidade mental dos alienados, como efeito, nota-se a necessidade de um olhar mais atencioso do Conselho Tutelar do Estado.
É sabido que no mundo inteiro fala -se sobre relações abusivas relacionadas a menores de idade em processos de pós separação conjugal. Diante de tal situação, os Estados Unidos, Canadá e Portugal oferecem cursos de orientação à familiares na tentativa de evitar futuros danos à saúde de pais e filhos. No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto ao Centro Judiciário de soluções de Conflitos e Ciadania (Cejusc), criaram oficinas em que tutores capacitados atuam na prevenção dessas técnias de alienação. Nos encontros, vítimas e agressores não apenas têm oportunidades de expor seus sentimentos, como também, são aconcelhados por mediadores em relação a melhor forma de se manterem unidos e na paz.
Ainda convém lembrar o fato de que o número de processos relacionados a brasileiros em situação de divórcios disfuncionais e prejudiciais à saúde mental dos menores é crescente no país. Segundo dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), formam somados, em todas as comarcas do estado, no ano de 2016, quinhentos e sessenta e quatro processos judiciais dessa tipicidade criminosa, enquanto que, em 2017 foram mil e quarenta e dois desses mesmos casos. Sendo assim, é notório que autoridades competentes e capazes precisam agir de forma que abranga todo o território brasileiro e não somente no estado de Minas Gerais. Essas crianças demandam da assistência do estado para que possa ser preservada sua sanidade mental e também seu direito de viver com dignidade humana. Pois, esse é um direito fundamental e basilar garantido pela Constituição Federal de 1988.
Portanto, fica evidente que para amenizar os traumas psicológicos causados pelos traumas gerados por alienadores parentais, o Brasil e o mundo todo deve investir e expandir projetos como os implantados pelo (TJMG) e pelo (Cejusp). Pois, dessa forma, em se tratando do Brasil, além de os estados investirem na saúde emocional dos cidadãos, na qualidade de vida, ainda contruirão para desafogar financeiramente o Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, essas economias podem ser inestidas em tratamentos de paciêntes que nasceram com síndromes que não poderiam se evitadas.