Os perigos da alienação parental

Enviada em 27/09/2020

No Brasil, de acordo com o IBGE, ocorreram mais de 300 mil divórcios no ano de 2019. Dentre os problemas englobados por essa situação há um conflito pela guarda, por parte dos casais que possuem filhos. Diante disso, ocorre a alienação parental, quando um dos genitores ou tutelares como forma de chantagem para permanecer com a tutela compromete o bem estar psicológico e emocional das crianças, assim como o outro tutelar e sua família.

Em consequência disso, vê-se um desequilíbrio na relação familiar, onde uma das partes priva caluniosamente o tutelado de uma boa relação com a outra, e consequentemente com seus relativos. Dessa forma causa-se transtornos emocionais na criança que pode desenvolver traumas e problemas de relacionamentos interpessoais, carência de afeto, e outros mais que provavelmente levará para sua vida adulta. Além disso, o estrago dessa situação reflete não só nos menores, mas como também no lado injustiçado.

Vale frisar que não somente o tutelado é privado da boa convivência, mas isso afeta diretamente na relação com avós, tios, e também primos que provavelmente seriam de boa contribuição como uma rede de apoio, suporte e compreensão de problemas etários.

Em conjunto a isso é notória a necessidade de psicólogos como mediadores no processo de separações conjugais desde o início, para evitar e mitigar as práticas abusivas dos adultos envolvidos. Dessa forma há a possibilidade diferenciar discursos caluniosos, para que se possa levar ao juiz um parecer imersivo e imparcial.