Os perigos da alienação parental
Enviada em 22/09/2020
Segundo o filósofo francês Jean Paul-Sartre “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Sob essa óptica, tem-se a problemática da alienação parental como um exemplo de violência psicológica sobre os filhos e como consequência eles têm sua saúde mental prejudicada além de desenvolver dificuldade em se relacionar e problemas com substâncias químicas. Com isso, é imperativo que os governos federais tomem atitudes em prol das vítimas que sofrem com os atos ilegais de seus genitores.
Primordialmente, convém pontuar que sintomas da Síndrome da Alienação Parental começam a aparecer. Nesse sentido, é válido apresentar a fala da psicanalista Cristiane Maluf “Cai a autoestima, aumenta a agressividade ou a tristeza. O rendimento escolar também fica comprometido e a criança pode até entrar em depressão, desenvolver ansiedade e síndrome do pânico”. Dessa forma, é imperativo que o problema em questão seja erradicado para que a mente dos menores de idade não seja prejudicada permanentemente.
Paralelo a isso, vale ressaltar também que nos adolescentes as consequências podem ser mais graves. Nessa perspectiva, tem-se um risco mais elevado dos filhos recorrerem ao uso de álcool e drogas ilícitas numa tentativa de esquecer a dor que sentem pelo mal-estar e pelas desavenças dos pais. Além disso, a psicóloga clínica Rosa Schneider, afirma que em longo prazo, as vítimas tendem a ter complicações em desenvolver e manter relações afetivas saudáveis. Ciente dessa realidade, deve-se mudar a situação para que os jovens possam ficar na sua vida escolar e pessoal com dignidade e longe dos males da sociedade.
Verifica-se, então, a necessidade de mudar o modo como o tema em debate é tratado pelas autoridades. Diante disso, cabe a ONU e seus órgãos secundários, projetarem campanhas mundiais que mostrem às vítimas o que está acontecendo nas suas vidas e como elas podem solucionar o problema, ligando para o conselho tutelar por exemplo, outra medida é a prisão dos transgressores, deixando de lado só as multas utilizadas como consequência no Brasil. Logo, os menores serão protegidos das barbáries cometidas pelos pais e não haverá a derrota pela violência costada por Sartre.