Os perigos da alienação parental

Enviada em 23/09/2020

De acordo com o filósofo Émile Durkheim, a família é mecanismo primário de socialização. Porém, ao invés de somente utilizar essa função de introduzir a criança na sociedade, muitos pais buscam alienar seus filhos para que criem um favoritismo ou ódio por um membro familiar. Logo, alienação parental torna-se uma problemática que pode causar graves consequências à saúde mental do alienado.

Primeiramente, segundo o pensador Freud, uma das consequências psíquicas mais recorrentes é a Síndrome de Édipo, caracterizada pela forte atração à figura materna e rivalização paterna. Tudo isso pode ser desdobramento da ausência do pai, da falta de representatividade ou pode acontecer naturalmente. Dessa forma, a mente da criança fica extremamente confusa e faz-se necessário que haja acompanhamento psicológico para evitar possível distúrbio na vida adulta.

Em segundo lugar, encontra-se o conceito de “Tábula Rasa” proposto por John Locke, este retrata que o indivíduo nasce sem nenhum conceito e é de responsabilidade social e familiar a formação da identidade. Além disso, o genitor, ao tentar afastar a criança do convívio social parental, causa também um possível bloqueio em seus relacionamentos futuros, apesar das sequelas serem visíveis ainda há negligência em relação a isso. Desse modo, o papel de conscientizar é do Estado, uma vez que o artigo 227 da CF de 1988 declara esse órgão como protetor familiar.

Portanto propõe-se que o Governo, juntamente com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), realize projetos para a conscientização dos pais sobre a gravidade dos problemas causados pelo controle excessivo. Mais precisamente, por meio de palestras e debates, demonstrar através de dados e fatos reais o prejuízo psicológico ao longo da vida do indivíduo. Sendo assim, será possível proporcionar um melhor cuidado da saúde mental da criança e consequentemente uma melhor qualidade vital.