Os perigos da alienação parental
Enviada em 23/09/2020
A partir de 1977, o divórcio foi mais um direito conquistado pelo povo brasileiro. Deste modo, com a possibilidade de se separarem, muitos casais que possuíam filhos optaram por uma guarda dividida, revezando assim, o tempo que passavam com a criança. Por conseguinte, os casos de alienação parental se tornaram mais recorrentes dentro das famílias, acentuando assim, a dificuldade na formação dos filhos e os problemas psíquicos e emocionais da criança.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a manipulação psicológica sobre um filho contra o pai ou a mãe muitas vezes é motivada por um sentimento de vingança em relação ao fim da vida conjugal, logo, esse abuso vivido pela criança é consequência de um término mal resolvido entre seus genitores. Com o intuito de impedir a formação de traumas causados pela violência psicológica, em 2010 foi sancionada uma lei que protege os filhos da alienação parental através de punições ao alienador.
Ademais, além de prejudicar a relação interpessoal entre o filho e os pais, essa manipulação pode também afetar a formação social da criança através do desenvolvimento de doenças como a ansiedade e a depressão resultante da pressão psicológica causada pelos genitores.
Tendo em vista os fatores observados, conclui-se que a alienação parental tende a ser um problema que deve ser resolvido. É preciso que leis de proteção à crianças sejam mais democratizadas através de campanhas feitas pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Família dentro das escolas para os pais se conscientizarem dos direitos dos seus filhos. Além disso, cabe aos genitores procurarem acompanhamento profissional para a criação de seus filhos em caso do fim da relação conjugal, para que o direito ao divórcio não influencie negativamente na criação da criança.