Os perigos da alienação parental
Enviada em 23/09/2020
Alienação parental, de acordo com o psiquiatra Richard Gardner é o processo no qual a criança ou adolescente é manipulada e programada para que odeie um de seus genitores. Esse problema sociológico tem tomado proporções catastróficas, mas ainda é negligenciado pela sociedade. Nesse contexto, faz-se necessária uma reflexão a respeito das causas e consequências dessa mazela social.
Em primeiro lugar, deve-se pontuar que a separação dos pais é um dos principais fatores que podem resultar em uma alienação parental. No contexto de um divórcio, o fracasso amoroso e a luta pela guarda dos filhos são situações que podem levar um dos genitores a manipular a criança ou adolescente contra o outro. Certamente, esse cenário é recorrente no Brasil, visto que de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de menores de 18 anos com pais separados na nação é de aproximadamente 618.000.
Para uma segunda análise, deve-se analisar a frase “Penso, logo existo”, do filósofo René Descartes. Essa citação mostra que a existência de um ser humano é o resultado de seu pensamento e estado mental. Nesse contexto, pode-se afirmar que os danos psicológicos causados por conta da alienação parental são capazes de gerar uma vida totalmente triste e arruinada. Dessa forma, percebe-se que a manipulação de crianças e adolescentes é extremamente grave, e capaz de gerar danos permanentes.
Em virtude dos fatos mencionados, nota-se que medidas devem ser tomadas. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, juntamente com o Ministério da Educação, deve promover campanhas em escolas afim de promover a conscientização de crianças e adolescentes a respeito da alienação parental. Esse projeto aconteceria por meio de palestras semestrais nas instituições de ensino, e levariam os alunos a reconhecer e denunciar os manipuladores.